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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Estoria para contar da menina que gritava muito.

Rita a menina que grita.

 


 

Introdução:

Rita vivia fazendo birra.

Implicava com tudo .

Batia o pé, por qualquer coisa gritava à toa.

Por quase nada abria um bocão.

Era tão chata que ninguém agüentava mais!

Daí os colegas resolveram dar um jeito nela.

Quer saber o que aconteceu com ela?


 

**********************************


 

Esta é a história de uma menina.

Vou contar como ela era.

Além de ser gritadeira,

Rita é muito tagarela.

A tal Rita magricela

Tem o nariz arrebitado,

Sardas por todo o lado

E o cabelo espetado,

Amarrado com fita amarela.

 Esta Rita magricela,

A tal da cara magrela,

Tem uma mania esquisita: vive fazendo birra!

A confusão logo começa já no café com pão:

Se Rita quer mais manteiga e a mãe diz que não,

Pronto... Já abre o bocão.

 
 

Depois de feita a merenda a chateação continua,

Pois Rita escolhe a roupa

Que usa ao brincar na rua

_ O short amarelo está rasgado,

O vermelho, amarrotado,

No tênis falta um cordão!

É tanta reclamação

Que até a mãe fica tonta,

Com a Rita fazendo fita,

Que bate com os pés no chão,

De novo abrindo um bocão,

Com aquela Cho ração.

 
 

Sua mãe vive pedindo:

_ Rita, não grita!

Mas a Rita nem dá bola

E sai danada da vida;

E novamente na escola

Continua a fazer birra.

Bastou esquecer a borracha

Ou a ponta do lápis quebrar.

E recomeça a gritar.

Os colegas avisam, dizendo:

_ Rita, não grita!

Mas a magrela nem dá bola

Para os colegas da escola.

 
 

Nas brincadeiras do recreio,

Os outros não tinham vez.

Não podiam brincar de pique

E nem podiam contar até três!

Rita queria tudo primeiro,

Queria ser a melhor...

E prá quem desconfiasse

Ou até dissesse: não!

Lá vinha mais berração!

Os amigos já não agüentavam

Tanta pirraça da Rita

E resolveram dar um fim

Naquela menina esquisita.

Um plano combinou então

Para a próxima vez

Que houvesse gritação.


 

Logo no dia seguinte,

A turma brincava de amarelinha

Quando a pedrinha

Sem querer, na vez da Rita,

Caiu pra fora da linha.

Daí Rita avermelhou,

Arregalou o olhão,

Encheu as bochechas de ar

E já ia estourar...

Quando a turma se mandou.

Sumiu, desapareceu.

E a Rita magricela

Ficou com o berro abafado,

Ficou com o grito engasgado,

Não tinha com quem gritar,

Não podia espernear.

Ficou muito chateada,

Com aquele berro grosso,

Entalado no pescoço.


 

A partir daquele dia,

A magrela foi percebendo o que acontecia.

Na escola pra brincar de pega,

Esconde-esconde e escorrega,

Não convidavam mais Rita, não,

Nem pra pular corda, pra jogar peteca

Ou fazer bolinhas de sabão.

Ela podia espernear, berrar, abrir o bocão

Que ninguém prestava atenção.

E a Rita sozinha, sem jeito,

Com aquela falta de graça enroscada dentro do peito,

Foi ficando triste, doente, emburrada,

Sem querer conversar, comida e nem nada.

Foi daí que a vovó chegou,

Trazendo o lindo presente:

E a Rita pulou contente:

_ Oba! Agora os meus amigos vão querer brincar comigo!

E então o novo brinquedo

Saiu correndo a mostrar.

Logo juntou criança

Com vontade de brincar.


 

A brincadeira da bola maluca

Era gozada,de assustar

Cada um espetava o palito na caixa

Onde estava o balão escondido,

E ele não podia estourar,

Primeiro foi João

Que escapou de raspão!

Depois foi a Beatriz

Que escapou por um triz!

Na vez de Rita _ que azar! _

O palito encostou e ... B U M !

Fez a bola estourar.

Os colegas ficaram esperando

O que já estavam acostumados:

O bocão aberto da Rita,

Gritando por todo o lado.

Mas daí aconteceu

A surpresa boa, engraçada,

Ao invés de fazer isso,

Rita arreganhou a boca,

Numa bela gargalhada!

E uma risada emendou na outra,

A brincadeira foi em frente,

Com todos se divertindo,

Com todos muito contentes.

A Rita magricela pensou num jeito esperto

De não ficar tão zangada com o que não dava certo,

E hoje cada vez que acontece de algo sair errado,

A Ritinha sardenta do nariz arrebitado,

Não faz pirraça, nem fita, nem grita.

Pode até estourar chicletes na cara,

Entornar sopa na roupa

Arranhar os joelhos no chão,

Ela acha engraçado e leva tudo na gozação.

E para as coisas mais difíceis,

Procura a melhor solução.


 

A tal Rita magrela,

Do nariz arrebitado,

Que usa fita amarela,

No cabelo espetado,

Continua tagarela.

Mas deixou pra lá a mania esquisita de gritar à toa.

Descobriu que sabe também resolver as coisas numa boa.


 


 

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olá pessoal,

Espero que ese blog ajude vocês no preparo de seus encontros, sei que tenho que dar uma organizada, mas não está sobrando tempo...é muita coisa pra preparar...catequese, experiência e grupo de oração, em breve seminário, quando sobrar um tempo vou dar uma organizada para melhorar para vocês,
por enquanto, sintam-se à vontade, e a todos, de qualquer religião, sejam bem vindos.

a paz de Jesus e o amor de Maria,

Luciane.

catequista e evangelizadora mirim.
Igreja São José Operário,
Paróquia da Ressurreição.
vitória, es.

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